Roland Orzabal divulga informações sobre o novo álbum de TFF

12/07/2017 21:19

 

Foto de Zoren Gold

 

Em entrevista ao site de notícias Westword, de Denver/CO (EUA), Roland Orzabal deu algumas informações inéditas sobre o novo álbum de Tears For Fears ao jornalista Chris Callaway.

No decorrer da entrevista, Roland divulgou o provável nome do novo álbum, “The Tipping Point” (que poderia ser traduzido para algo como “O Ponto da Virada”), além de algumas músicas já “batizadas” como “My Demons” (Meus Demônios), “I Love You But I’m Lost” (Eu te amo, mas estou perdido), “End of Night” (Fim de Noite), “Up Above The World” (Acima do Mundo). Roland também informou que o álbum foi finalizado sob a produção de Sacha Skarbek (nomeado ao Grammy e vencedor duas vezes do Ivor Novello Award) e engenharia de Flo. Segundo Roland, o lançamento do disco está previsto já para este ano, sob o selo da Warner Bros.

Outro ponto interessante que apareceu durante a entrevista foi Roland ter mencionado que teria escrito seu segundo livro, sem nome divulgado, que possuiria características opostas à sua primeira obra, “Sex, Drugs & Opera”.

 

Confira a entrevista na íntegra (tradução adaptada):

 

Westword: Você está completando 36 anos de Tears for Fears. Que momento você destacaria neste tempo de banda?

Roland Orzabal: Essa é uma pergunta complicada. Eu acho que foi provavelmente quando gravamos “Woman in Chains”, e ter trabalhado com Oleta Adams e toda a banda durante o período de “The Seeds of Love”, quando tocávamos ao vivo, foi fantástico. Eles foram incríveis. Eu também tenho boas lembranças de ter gravado “Raoul & The Kings of Spain” em Los Angeles com a banda na qual eu estava viajando na época. Nós tínhamos escrito tanto durante as viagens que foi tão simples e tão fantástico para de fato tocarmos tudo ao vivo.

 

Nestes anos de Tears for Fears, tem algo que você teria feito diferente?

Do ponto de vista comercial, acredito que passamos muito tempo fazendo discos, e provavelmente passamos muito tempo entre o lançamento deles. Eu acho que isso nos prejudicou bastante, porque os tempos mudam na música.

 

Você teve (tem) uma parceria com Curt Smith durante bastante tempo. O que você mais gosta sobre trabalhar com ele?

Bem, ele é muito racional. Eu tendo a ficar bem mais próximo das músicas por sempre ter sido o principal compositor. Ele meio que permanece mais na periferia. Especialmente durante “Everybody Loves a Happy Ending”, ele era mais o cara de A&R (Artists & Repertoire – responsável pela supervisão do processo de produção de uma música/disco, contribuindo para suas escolhas, por exemplo) no estúdio conosco, então ele, em certo sentido, dava-nos sua opinião sobre os materiais e até os policiava. Além disso, quando começamos, eu precisava de sua voz, porque havia certas músicas  considerando a forma com que eu as escrevia, da forma como minha voz estava naquela época  que soavam muito melhor se fossem na voz dele. Ele também estava muito mais confiante que eu naquela fase de nossas vidas, então contei muito com ele. Obviamente, as coisas mudaram à medida que cresci e cresci comigo mesmo e me tornei mais e mais confiante, e minha voz mudou, minha forma de escrever mudou.

 

Eu sempre amei os solos de “Everybody Wants to Rule The World” e “Shout”. Elas parecem entrar em momentos perfeitos, e não há uma ‘enxurrada’ de notas, há uma tonelada de sentimentos! Como foi pra você gravar estes solos?

Eles são diferentes, porque para o solo de Shout eu fiz uma sugestão para o produtor (Chris Hughes). Eu disse: “O que ela precisa agora é um solo de guitarra”, e ele meio que riu porque nunca havíamos feito coisas como essa no álbum anterior, The Hurting. Então eu comecei a tocar algo a ele, algo muito próximo da melodia original, e ele estava rachando de rir. Ele disse algo como “Podemos realmente fazer isso?” Eu disse “Absolutamente!”. Então ele me ajudou a desenvolver esse solo. No que diz respeito a “Everybody”, o primeiro solo era de ritmo, que foi o que fiz. Foi realmente construído de parte em parte, algumas partes tivemos que abrir mão, porque inventávamos à medida que íamos evoluindo. Mas o solo de guitarra no final da música é de Neil Taylor, feito em apenas em duas tomadas. Ele é realmente incrível...

 

Como você faz isso há muito tempo e tenho certeza que está testando a sua voz, como você faz para mantê-la em forma?

Minha voz mudou dramaticamente ao longo dos anos. Quando tocamos ao vivo hoje em dia, usamos monitores intra-auriculares, e o truque, no que me diz respeito, é não ter muito em seus ouvidos – apenas o suficiente para afinação – além de se certificar que eles não estão muito altos, porque você pode acabar tendo uma falsa impressão do quão fantástico você pode parecer, especialmente se você colocar um “reverb” (efeito de eco) sobre ele. Então, eu tento mantê-lo baixo. Eu faço muitos aquecimentos vocais que são os mesmos que fazia quando era criança, porque eu tinha algumas aulas de canto clássico e coisas do tipo, então eu sei muito bem qual será meu desempenho quando eu subo no palco.

 

Você se irrita quando ouve alguma música do Tears for Fears nas rádios?

Se quando eu ouço uma música do Tears nas rádios, eu fico irritado? Apenas porque são sempre as mesmas músicas... (risos). Há tantas vezes que você pode ouvir “Head Over Heels” no supermercado, mas eu não posso reclamar. Não quero que parem de repente (risos). Estou atraído pelas novas versões de jovens artistas e coisas do tipo. Toda vez que alguém faz algo estranho com uma música, eu sempre fico agradavelmente surpreso e maravilhado.

 

Você consegue pensar em alguma música que tenha feito e que pensou que ela deveria ter sido popular nas rádios, mas que acabou não se tornando?

Voltando ao álbum The Seeds of Love (de 1989), ele não foi tão popular nos Estados Unidos, e eu acho que, como o single de Sowing The Seeds of Love apenas alcançou a segunda posição, apesar de ter superado Janet Jackson (o single Rhythm Nation), ele não estava sendo tocado tanto nas rádios, então alcançamos o número dois, não um. Eu acho que por ter acontecido isso, não houve um grande esforço da gravadora para colocar outra música nas rádios para que o álbum se mantivesse à tona. Uma pena que “Woman in Chains” não tenha sido um sucesso naquele momento, embora tenha se tornado uma das músicas favoritas das pessoas. Então, no final das contas, acabou não sendo tão ruim.

 

Quando Everybody Loves a Happy Ending foi lançado, fiquei maravilhado com o quão maravilhoso era esse disco. Você tinha “Call me Mellow” lá, que possuía uma melodia pop brilhante. Quais foram seus sentimentos quando esse disco não obteve o mesmo alcance de alguns de seus álbuns anteriores?

Bom, novamente, prova que devemos ir à TV americana. Nós tocaríamos um single de Everybody Loves a Happy Ending, então observaríamos as vendas do single, e haveria um pico nas vendas, mas basicamente todos estavam dizendo “Sim, Tears for Fears, amo Tears for Fears”. Eles entrariam nas lojas de discos e comprariam uma coletânea com os maiores sucessos. Você então percebe que um novo álbum geralmente promove material antigo, a não ser que, é claro, como esperamos nesse novo álbum, exista algo que irá se destacar, porque temos algumas músicas bem “up-tempo” (de batidas mais aceleradas), músicas fantásticas.

 

Você já tem um título para o novo disco?

O título até agora – e tudo isso pode mudar, e você é a primeira a pessoa a saber disso – é “The Tipping Point”.

 

Como foi gravar o álbum?

Foi muito estranho. Foi muito estranho mesmo, porque nunca gravamos algo como o que fizemos agora. Nós sempre fomos tratados como se fôssemos um novo ato, e estávamos um pouco empolgados entre todos estes compositores de hits, então um cara, um dia, tinha Britney Spears em seu estúdio, e no dia seguinte, éramos nós. Então tudo isso era muito estranho, e realmente não “engrenou” até irmos trabalhar finalmente em Londres com um cara chamado Sasha Skarbek e seu engenheiro Flo. Então, de repente, as coisas simplesmente aconteceram.

 

Neste novo álbum, tem alguma música que você destacaria agora?

Sim, com certeza. Há uma música chamada “My Demons”. Há uma outra chamada “I Love You, But I’m Lost”, e “End of Night”. Todas são singles muito fortes. “Up Above The World” acabou de receber uma ótima, fantástica batida.

 

Você compararia os estilos destas músicas com as que você já fez no passado?

Eu estive tocando para alguém outro dia, praticamente tudo, e seu comentário foi que este disco foi o mais clubby que já fizemos, ou seja, músicas que podem ser tocadas em clubes, boates. Isso é interessante porque não se trata de uma gravação indulgente, de maneira nenhuma. Nós realmente nos concentramos em trazer as melhores melodias em um estilo pop clássico, mas com muito eletrônico moderno.

 

Você também é autor e escreveu o livro “Sex, Drugs & Opera: There’s Life After Rock ’n’ Roll”.

Passei os sete anos anteriores ao lançamento, na verdade, tentando escrever algo incrivelmente sério, longo, com vários personagens e histórico, mas entrei numa verdadeira bagunça com ele. Enquanto isso estava sendo negociado com os editores - nada muito bem sucedido - então eu decidi que o próximo livro que eu escreveria seria de uma única pessoa e no tempo presente, e foi isso que eu fiz, então cerca de 21 páginas do livro são verdadeiras. Fui convidado uma vez a participar de um programa na Inglaterra que leva estrelas pops e faz com que elas cantem ópera. É um reality show. Você enfrenta outras estrelas pop e, em seguida, você é votado pelos espectadores. Eu também tive um pouco de flerte com a ópera, então eu fui pra audição. Mas em certo sentido, a ficção assumiu o fato, e comecei a escrever sobre essa estrela pop que realmente passou por todo o processo.

 

Você planeja escrever outro livro?

Eu escrevi outro livro, e não vou te dizer sobre o que é. (risos).

 

É uma outra novela ou é ficção?

É uma novela, mas não é nada. Não é cômica. Sem comédia. Sex, Drugs & Opera é muito engraçada, esta não... (risos)

 

Tendo acompanhado a banda ao vivo, vi como obviamente você gosta de se apresentar. Você continuaria como Tears for Fears mesmo se vocês fossem apenas uma banda de estúdio?

Eu não sei. Talvez. Na maior parte do tempo somos uma banda de estúdio, infelizmente. Nós não saímos em turnê tão frequentemente. Parece ser uma coisa sazonal. Ela tende a acontecer durante o verão. Todos na Inglaterra continuam reclamando “Por que vocês não tocam aqui?”. Nós corrigimos isso, tocaremos lá este mês (Julho). Eu acho que, ao vivo, o que é ótimo é que você pode tocar todas as suas melhores músicas uma atrás da outra, o que pode ser algo muito poderoso. 

 

Topic: Roland Orzabal divulga informações sobre o novo álbum de TFF

Declaração

Data: 13/10/2017 | De: Selma Barreto

Tenho 46 anos e ouço TFF desde a adolescência. Amo a voz de Roland, ultimamente tenho ouvido o The Hurting com mais frequência, mas ouço todos sempre na verdade rs rs rs. Obrigada por essa entrevista, não vejo a hora de ouvir o próximo álbum!!E tb espero que um dia eles eles uma Biografia.

Obrigaduuuu

Data: 12/10/2017 | De: fatima

Adorei como sempre
Orzabal impecável

Meu favorito

Data: 28/09/2017 | De: Dayane Valim

Na minha opinião você é o melhor cantor de todos, sua voz toca bem lá no fundo da minha alma, parabéns pelo talento de sempre !

Elogio

Data: 14/07/2017 | De: Juliana

Vcs arrasam.... Parabéns

Agradecimentos

Data: 13/07/2017 | De: Gabriel Sena

Muito obrigado pela tradução. Como sempre, vcs arrasaram!

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